sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Diva

Olá!

Passei no Jardim hoje para deixar para vocês mais outra resenha de livro nacional. Continuando com José de Alencar, hoje o romance é Diva. 



Diva
José de Alencar


Diva é o livro que conta a história de amor de Amaral e Emília (a diva).
Emília é a filha mimada de um rico capitalista do Rio de Janeiro em busca de um romance que não fosse apenas por interesse em seu dinheiro. Amaral, um jovem médico devotado a sua profissão.
A história é contada por Amaral, que escreveu em forma de carta para seu amigo Paulo (isso mesmo, o Paulo do romance Lucíola).
Amaral conheceu Emília quando ela ainda era uma menina, tinha 14 anos na época, e estava gravemente doente. Ela estava relutante para ser atendida por ele, mas sua doença se agravou não deixando outra escolha. O jovem médico dedicou-se inteiramente para salvar a vida de Emília. Terminado o tratamento,  Sr. Duarte, pai de Mila, queria recompensá-lo mas ele recusou. 
Amaral apaixonou-se por Emília, que lhe tratava com o maior desprezo e frieza possíveis. O jovem sofria ao vê-la dançar com outros homens nos bailes em que eles frequentavam. Emília ,de personalidade forte, era insubmissa e pensava que Amaral tinha apenas interesse em sua riqueza e também tinha medo de abrir mão de sua vida por um amor
"Meu coração diz-me que eu o estimo tanto como a meu pai; que o senhor ocupa uma grande parte da minha vida; que sua lembrança gravou-se e não se apagará mais nunca em meu pensamento; que as horas que passo a seu lado são as mais doces para mim; que nenhuma voz toca mais suavemente as cordas de minha alma. Eis o que me diz o meu coração; mas ele não diz que pelo senhor eu sacrificaria tudo, as considerações do mundo, minha família, as minhas afeições e os meus sentimentos; ele não diz que o senhor bastaria à minha vida, e a encheria tanto, que não houvesse mais lugar nela para outro pensamento e outro desejo. Não diz isto; logo eu não o amo!..."

Confesso que eu fiquei com pena o pobrezinho do Amaral, do jeito que Emília tratava ele. Ela era muito confusa em seus pensamentos e com isso fazia o moço sofrer.
"—Ao menos diga-me. Posso ainda ter uma esperança? —Eu a tenho!... respondeu-me."

Neste livro temos o famoso "final feliz" em que depois de tantos rodeios a história toda se esclarece e eles acabam ficando juntos e felizes...

"SIM, Augusto, eu te amo!... Já não tenho outra consciência de minha vida. Sei que existo, porque te amo.
Quero guardar-me toda só para ti. Vem, Augusto: eu te espero.
A minha vida terminou; começo agora a viver em ti.
Tua Emília."                                                                        *-*

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lucíola

Boa Tarde leitores!
Venho aqui hoje para apresentar à vocês a primeira resenha de um livro nacional aqui do Jardim.
O escolhido para  a estreia foi um clássico do romantismo brasileiro

Lucíola
José de Alencar

Lúcia, a personagem protagonista que da nome ao romance, é uma cortesã de luxo do Rio de Janeiro do século XIX. Rica, exótica e desejada, ela desperta a paixão de Paulo, um rapaz do interior que foi para o Rio para conhecer a Corte.
Paulo na primeira vez que viu Lúcia a julgou meiga e angelical, e embora seu amigo Couto fale sobre sua profissão e seus caprichos, ele ainda conserva essa imagem da jovem cortesã. 
Paulo, encantado pela beleza de Lúcia, se aproxima, à principio apenas por diversão e para satisfazer seus desejos, mas acaba se envolvendo e aprende a amá-la. Ele não concorda com a profissão de Lúcia e por isso eles têm muitas confusões e brigas. Lúcia, que também aprende a ama-lo, sofre por sentir-se indigna do amor que ele tem por ela e acaba negando satisfazer os desejos do jovem. 
Depois de muito fazer Paulo sofrer pelo desprezo, Lúcia resolve então dedicar-se inteiramente à esse amor para que sua alma fosse purificada por ele. Ela resolve desfazer-se da vida que tinha e compra uma casa simples em um lugar sossegado. Lá ela conta sua história para Paulo fazendo assim ele entender suas atitudes em relação a ele.

Lucia surpreende não só Paulo, mas os leitores também com sua história começando por seu verdadeiro nome:

Maria Glória era uma menina de apenas quatorze anos quando toda a sua família caiu doente de febre amarela, ela desesperada para salvar sua família deixa-se levar pelas palavras de Couto e lhe vende seu bem mais precioso: sua virgindade.
Seu pai quando descobre à põe pra fora de casa. Ela finge então sua própria morte assumindo o nome de sua amiga Lúcia que acabara de falecer. Agora, com o dinheiro que ela ganhava como cortesã, ela bancava os estudos de Ana, sua irmã mais nova.
Como o romance foi escrito na época do Romantismo no Brasil, é claro que José de Alencar não poderia deixar Lúcia viva, devido aos padrões morais da época.
Lúcia engravida e percebendo que iria morrer pede a Paulo que se case com sua irmã. Como Paulo nega o pedido ela se nega à fazer o aborto e morre. Paulo passa a cuidar de Ana como um pai.
Cinco anos depois da morte de Lúcia, Ana casa-se com um homem de bem e Paulo continua triste pela morte de sua amada.

Lucíola é o quinto romance de Alencar e o primeiro da trilogia que ele denominou de "perfis de mulheres" (Lucíola, Diva e Senhora). Situa-se entre seus romances urbanos que representam um levantamento da nossa vida burguesa do século passado. A obra, publicada em 1862, é um romance de amor bem ao sabor do Romantismo, muito embora uma ou outra manifestação do estilo Realista aí se faça presente. Trata-se de um romance de "primeira pessoa", ou seja, o narrador da história é um personagem importante da mesma, Paulo Silva. E ele a narra em cartas dirigidas a uma senhora, G. M. (pseudônimo de Alencar), que as publica em livro com o título de Lucíola.